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Em nossas edições sempre procuramos trazer ao leitor alguns circuitos práticos de fácil montagem. O circuito que agora propomos é um timer que poderá ser utilizado para os mais variados fins, onde o leitor necessitar “marcar” pequenos intervalos

O circuito

O esquema elétrico pode ser visto na figura 1. Como o leitor pode notar foram utilizados dois circuitos integrados do tipo NE555, facilmente encontrados no comércio especializado.



O funcionamento é bem simples e na figura 2 temos um diagrama para facilitar a compreensão. No bloco 1, temos o primeiro NE555 (CI1) configurado como monoestável (temporizador) que controla o bloco 2 através de Q1. Quando o temporizador é ativado, Q1 é levado à saturação por CI1, mantendo o pino 4 de CI2 ligado ao negativo da bateria (conjunto de pilhas). Assim, o bloco 2 só será ativado no final da temporização. Ajustando P1 é possível obter intervalos entre 5 e 10 minutos máximos.



Caso o leitor precise de tempos diferentes, basta alterar os valores de P1, R1 e/ou C1 de acordo com a fórmula apresentada na tabela 1. Para calcular o tempo máximo, “R” na fórmula deve ser a soma do valor de P1 e R1. Para o cálculo do tempo mínimo “R” deve ter apenas o valor de R1 (P1 com valor igual a zero ohm). Lembre-se apenas de respeitar as unidades da fórmula para um cálculo preciso.



No bloco 2 o segundo NE555 (CI2) está con gurado como astável. Assim quando ativado pelo bloco 1, ele oscilará com uma freqüência igual a 0,68 hertz aproximadamente disparando o buzzer em intervalos de tempo igual a 1,45 segundos. Temos então o efeito “Beep ligado”, “Beep desligado” (Beep- Beep).

É importante salientar que o buzzer a ser utilizado neste circuito deve possuir oscilador interno. Buzzers sem oscilador interno não operarão corretamente com este circuito. Para alterar o tempo que o buzzer liga e desliga (oscilação) o leitor poderá modificar os valores de R5, R6 e/ou C3 utilizando a fórmula apresentada na tabela 2.

É possível substituir os dois NE555 por um único NE556 (duplo 555). Para isso, utilize o comparativo entre os dois CIs fornecido na figura 3 .



A potência sonora também poderá ser aumentada, bastando para isso aumentar de 9 VDC para 12 VDC a alimentação do circuito. Neste caso, Q2 deve ser substituído por um transistor que suporte uma corrente maior como o 2N2218 ou 2N2222. Porém de acordo com a bateria escolhida, o temporizador não será mais portátil devido ao seu tamanho nal e o leitor terá também de alterar o layout original da placa.

Uma outra forma de aumentarmos o “volume” é mantendo o buzzer desobstruído, instalando-o externamente na caixa. Também podemos aumentar o “volume” mantendo a caixa bem próxima de nossa “atenção”.

Montagem


Para montar o circuito poderemos utilizar a sugestão para o layout de circuito impresso, apresentada na figura 4. O leitor que tiver prática no uso de placas-padrão poderá empregá-las também. Isto ca a critério de cada um. Nosso protótipo foi montado em uma matriz de contatos e esta montagem pode ser vista na figura 5. A escolha pelo tipo de montagem é livre.



Tome cuidado para não inverter os capacitores eletrolíticos, transistores e os circuitos integrados, pois estes componentes são polarizados. O uso de soquetes para CI1 e CI2 é recomendável. Os resistores são para 1/8 de watt. Os capacitores eletrolíticos têm tensão de trabalho igual a 16 volts.

A chave S1 pode ser do tipo “H-H”, “gangorra”, etc. P1 pode ser um trimpot do tipo horizontal ou ainda um potenciômetro comum. O trimpot é mais recomendado para o uso do temporizador com tempo xo. Já o potenciômetro é melhor para o uso onde o tempo requer ser variado. Para este último caso, é recomendável que P1 seja colocado de maneira a se obter um fácil acesso, sem a necessidade de se abrir a caixa que abrigará o projeto.


Na figura 6 temos uma sugestão para a confecção do gabinete, que poderá ser plástico ou mesmo em madeira. A dica é manter o conjunto o menor possível para facilitar seu uso.



Prova e uso

Posicione P1 em meio curso. De posse de um relógio o leitor poderá calibrar o seu pequeno temporizador. Ligue o circuito e marque o tempo até que o buzzer seja ativado. Varie P1 até obter as temporizações desejadas. Marque na caixa algumas posições para tempos pré-estabelecidos (5, 8 e 10 minutos). Com isso feito, o circuito já está pronto para utilização.


Conclusão

A montagem de circuitos considerados mais simples é sempre recomendada aos que estão iniciando. O iniciante tem através destes a oportunidade de pôr em prática os conhecimentos adquiridos considerados básicos, mas indispensáveis a sua formação técnica. Os custos envolvidos com este tipo de montagem também são muito apropriados ao iniciante, pois não são altos e devido à simplicidade do circuito proposto as chances de sucesso na montagem são muito grandes.

Com o passar do tempo o leitor notará que graças a montagem destes circuitos “mais simples”, ele estará apto a “vôos mais altos” com os circuitos considerados “mais complexos”. Bons estudos, boa montagem e até a próxima!

* Originalmente publicado na revista Eletrônica Total n° 133 - Ano 19 - 2008.