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Transistores bipolares NPN e PNP de baixa potência, de RF e de potência são empregados numa grande quantidade de projetos além de equipamentos de consumo. Descrevemos neste artigo um simples provador que pode testar os dois tipos de transistores, fornecendo tanto indicações sobre seu ganho como curto e fuga. O circuito é alimentado por pilhas comuns, servindo para testar a maioria dos transistores de uso geral, RF e média potência. A indicação é dada num instrumento analógico que, em muitos casos pode ser substituído com vantagem pela escala mais baixa de corrente do multímetro. Lembramos que o teste feito com um multímetro apenas verifica o estado das junções enquanto que este provador fornece indicações sobre o ganho.

Como Funciona

O que se faz é aplicar através de R2, uma pequena corrente na base do transistor em teste. Se o transistor estiver bom, a corrente de coletor será muito maior, com indicação pelo instrumento.

Se, ao ser ligado no circuito, sem que S2 seja pressionado, já houver uma indicação de corrente pelo instrumento temos duas condições de falha possíveis: Se a corrente for intensa, o transistor está em curto. Se a corrente for fraca, o transistor está com fuga, conforme mostra a figura 1.

Ao apertar S2 temos a polarização do transistor e, com isso, deve haver a indicação de uma corrente mais intensa. Se nada acontecer, o transistor está aberto. Como transistores NPN e PNP são percorridos por correntes em sentidos diferentes, a chave S1 se encarrega de fazer a inversão da fonte de alimentação (pilhas).



Montagem

Na figura 2 temos o diagrama completo do teste de transistores.

A montagem pode ser feita com base numa pequena ponte de terminais, uma vez que poucos componentes são usados. Como isso pode ser feito é ilustrado na figura 3.


O conjunto cabe numa pequena caixa plástica, veja a figura 4.


A conexão aos transistores em teste é feita por fios curtos com garras, as quais devem ser de cores diferentes para facilitar a sua identificação. O instrumento pode ser qualquer microamperímetro (galvanômetro) de 200 μA a 1 mA de fundo de escala. O ajuste em P1 permite adaptar as características do circuito ao instrumento. Para alimentar o circuito serão usadas 4 pilhas pequenas. Sua autonomia será muito grande porque o circuito só consome energia (pouca) no momento em que está sendo feito o teste do transistor. Na montagem é preciso observar a polaridade dos diodos, do instrumento e do suporte de pilhas para que seja feita a identificação correta dos transistores em teste.


Prova e Uso

Ajuste a chave S1 para a posição correspondente a NPN. Ligue nas garras um transistor BC548, por exemplo.
A agulha do instrumento não deve se mover, se ele estiver bom. Agora, pressione S2 e ajuste P1 para que a agulha vá até o final da escala. Se não conseguir a deflexão máxima reduza R2 para 470 k ohms ou mesmo 220 k ohms. Para a prova de transistores de potência, com ganhos relativamente baixos, será interessante usar para R2 um resistor de valor mais baixo ainda (100 k ou 47 k). O leitor que desejar um instrumento mais completo, poderá acrescentar uma chave que faça a comutação dos resistores. Também existe a possibilidade de se utilizar transistores com ganhos conhecidos para se elaborar uma escala precisa para o instrumento indicador.
O aparelho estará pronto para uso. A tabela 1 indica como isso deve ser feito:


Essas indicações valem tanto para transistores NPN como PNP. Será interessante o leitor comparar as indicações dos transistores mais comuns, para saber que tipo de indicação vai obter num teste.