No passado, a decisão de escolha entre um osciloscópio de amostragem de tempo equivalente e um osciloscópio de tempo real estava relacionada com as exigências de largura de faixa. Mas hoje, com instrumentos de alta performance, essa decisão não é mais clara. Neste artigo discutimos o modo como cada tipo amostra o sinal e as exigências de disparo. O Osciloscópio de Tempo Real é um ADC
Um osciloscópio de tempo real é também chamado algumas vezes de osciloscópio “single-shot” (um disparo). Ele captura um ciclo completo do sinal a cada evento de disparo. De outra forma, isso significa que um número elevado de pontos de dados são capturados numa gravação contínua.
Para melhor entender esse tipo de aquisição de dados, imagine um conversor analógico-digital (ADC) extremamente rápido, no qual a taxa de amostragem determina o espaçamento das amostras e a profundidade da memória o número de pontos que vão ser mostrados na tela. Para capturar qualquer forma de onda, a taxa de amostragem do ADC precisa ser muito maior do que a freqüência do sinal que chega. Essa taxa de amostragem, que pode chegar aos 40 GSa/s (40 giga-amostragens por segundo) determina que a faixa correspondente chega aos 13 GHz. O Disparo em um Osciloscópio de Tempo Real
Um osciloscópio de tempo real pode ser disparado na chegada dos dados propriamente ditos, ou mesmo quando a amplitude do sinal de entrada atinge um determinado valor. Nesse ponto, o osciloscópio começa a converter a forma de onda analógica para dados digitais numa velocidade não sincronizada e, portanto, não relacionada com a taxa de dados do sinal de entrada.
Essa taxa de conversão, conhecida como taxa de amostragem, é tipicamente derivada de um sinal de clock interno. O osciloscópio amostra a amplitude do sinal de entrada e armazena o valor na memória, e continua com a próxima amostragem, conforme é indicado na figura 1.
