O número de doenças cardiovasculares entre a população têm aumentado nas últimas décadas, devido ao aumento da expectativa de vida dos habitantes, à má alimentação que leva a doenças derivadas do depósito de colesterol nas artérias, ao sedentarismo e aos produtos químicos utilizados para múltiplos fins (conservantes, suplementos, anti-stress, etc...).
O eletrocardiograma é um método de diagnóstico bastante importante para as doenças cardiovasculares, muito usado nos serviços de urgência e consiste em um gráfico que mede a atividade elétrica do coração de forma contínua.
A variação da freqüência cardíaca é dada pelos sistemas nervosos “simpático“ e “para-simpático”, quando existe um desequilíbrio entre eles ocorre o que chamamos de HRV (Heart Rate Variability em inglês). Isto pode ser causado pelas seguintes doenças: arritmias, estresse, enfartes agudos do miocárdio, palpitação, etc...
Para análise do HRV são medidos os tempos entre cada complexo QRS (veja na figura 1), mas para aspectos práticos são analisados os segmentos R-R, que representam o intervalo entre dois eventos R.

No estudo do domínio do tempo, o mais simples é calcular a média e o desvio padrão do intervalo RR. Alguns dos algoritmos também utilizam fatores como SDNN que é a variação padrão de todo o período de tempo analisado; o SDSD que toma como referência um período curto de tempo e o analisa e equivale à raiz quadrada média das diferenças consecutivas dos intervalos RR; o NN50 que é o número de intervalos que diferem mais que 50 ms consecutivamente. O pNN50 é a percentagem de valores de NN50, TINN é determinado pelo historiograma dos intervalos RR e a integral de todos esses valores nos permitem analisar se o
paciente apresenta uma arritmia, e qual é o diagnóstico e o prognóstico.