A qualidade de uma imagem na tela de um televisor depende de diversos fatores: quantidade de pixels (pontos de imagem), luminosidade, contraste, cores e velocidade de resposta. Por outro lado, ao se comprar um equipamento qualquer que seja dotado de um display (monitor de vídeo, televisor, câmara fotográfica, etc), também é preciso levar em conta outros fatores como: durabilidade, custo, robustez, mudanças de características com o tempo (manchas na tela), entre outros.
Obter um display que substitua os tubos de raios catódicos, no caso de televisores e monitores, mas, com características que os torne atraentes, não é simples.
As duas primeiras técnicas que surgiram (LCD e Plasma), tiveram seus problemas. Para que possamos entender como a nova tecnologia, OLED, que agora promete muito, tem vantagens sobre as demais, será interessante analisarmos o princípio de funcionamento de cada uma. Evidentemente, deixaremos de lado os tubos de raios catódicos tradicionais, por já serem amplamente conhecidos e também por já estarem superados.
LCD
LCD é o acrônimo para “Liquid Crystal Display “ ou “Display de Cristal Líquido”. Nesta tecnologia, temos uma substância cujas moléculas podem ser orientadas pelo campo elétrico gerado por uma pequena tensão. Esta orientação faz com que a substância passe de transparente para opaca e vice-versa.
Nas aplicações mais simples, podemos ter apenas os sete segmentos que formam um dígito e, acionando-os de maneira apropriada, gerar números. Veja, entretanto, que o display de cristal líquido não gera luz, operando pela transparência e opacidade de um material. Assim, para aplicações em que devemos ter uma imagem brilhante, com luminosidade própria, deve ser incluída uma fonte de luz. No caso dos LCDs, agrega-se uma fonte de luz por trás (back light), veja a ilustração na figura 1.

No caso de um display de imagem de maior complexidade, como em um monitor de vídeo ou televisor, devemos pensar em pontos de imagem, e eles devem ser os menores possíveis. Assim, cada ponto é excitado por uma matriz que gera a imagem, o que torna esses pontos transparentes ou opacos, com os graus intermediários, que permitem determinar o brilho.