A maioria dos sensores consiste em transdutores que convertem uma forma de energia (correspondente à grandeza que vai ser medida) em um sinal elétrico. Para poder trabalhar convenientemente com os sinais elétricos obtidos de um sensor, o projetista deve ser capaz de entender o significado de todas as características que envolvem a operação do sensor. A seguir, vamos abordar as principais, com uma pequena análise de seu significado.
Sensibilidade
A sensibilidade de um transdutor indica qual deve ser a variação menor da intensidade da grandeza medida que o sensor pode detectar, ou seja, a menor variação da grandeza medida que cause uma alteração sensível do sinal elétrico de saída. Este sinal pode ser uma tensão, uma corrente, uma resistência ou ainda uma freqüência. Também devemos levar em conta os sensores digitais em que a variação mínima na saída que eles podem produzir é de 1 bit.
A maneira como a sensibilidade é expressa depende tanto do que está sendo medido como também do tipo de sinal de saída. Por exemplo, um sensor de pressão que tem uma sensibilidade de 50 mV/V/mmHg é um sensor que produz uma variação de 50 mV no sinal de saída por V de excitação a cada milímetro de mercúrio que a pressão varia.
Na prática, os sensores não apresentam a mesma sensibilidade em todas as faixas de grandezas que podem medir. Por exemplo, um sensor pode ser mais sensível em uma faixa central de valores que mede, e menos sensível nas faixas extremas. Esta característica pode ser mostrada num gráfico como o dado na figura 1.

Para um sensor de temperatura, por exemplo, um NTC tanto podemos ter uma curva de sensibilidade, mostrando de quantos ohms varia a resistência para cada grau de temperatura, como podemos simplesmente indicar isso em um ponto da curva que sirva de referência. Por exemplo, podemos dar como sensibilidade -100 ohms/ºC a 25º C, indicando que na temperatura de 25º C a resistência diminuirá de 100 ohms para uma elevação de 1º C na temperatura.