Uma das formas mais eficientes de analisar um circuito que apresente defeitos é com a medida das tensões em suas etapas. Evidentemente, o instrumento mais empregado nestas medidas é o multímetro.
O que ocorre na prática, entretanto, é que, além de poderem medir tensões alternadas e contínuas, os multímetros possuem diversas escalas para cada uma delas. Assim, é comum que o operador sinta-se confuso na escolha de uma escala apropriada para uma medida.
Pior que isso: muitos confundem correntes com tensões, e podem até colocar o multímetro numa escala de correntes e, ao tentarem medir uma tensão, danificarem o instrumento, e em alguns casos até provocarem curtos no circuito analisado, consequentemente com a queima de mais componentes.
Na verdade, a medida de corrente faz com que o multímetro apresente uma resistência praticamente nula, sem limitações para sua intensidade, conforme mostra a figura 1.

Desse modo, se uma tensão for aplicada nesta condição, ele simplesmente representa um curto-circuito perigoso.
A medida de tensão, por outro lado, é feita em uma condição de alta resistência que não traz perigo para o instrumento, a não ser em casos que analisaremos como evitá-los.