A tecnologia das telas de LCD “Liquid Crystal Display” conquistou o mercado nos últimos anos. E não foi à toa. Mais econômicos, menores e mais leves, só faltava o seu custo baixar para que eles ocupassem seu lugar de direito, o que acabou acontecendo. E o melhor é que esse baixo custo veio com melhorias consideráveis em seus recursos.
Vejamos então algumas evoluções tecnológicas dos monitores de LCD. É comum encontrarmos hoje no mercado telas widescreen de 22”, até 24”, com ângulo de visão de 170°, resolução nativa de 1680 colunas por 1050 linhas (1680x1050), nível de contraste (contrast ratio) de 20.000/1 (imagine entre o branco e o preto 20.000 tons de cinza) e tempo de resposta de 2 milissegundos (ms).
Um avanço considerável, se notarmos que até bem pouco tempo, os monitores de LCD que dominavam o mercado eram de 15” relação 4x3 (quatro de base e três de altura), resolução nativa de 800 colunas por 600 linhas e nível de contraste de 350/1, tempo de resposta de 16 ms e ângulo de visão de 110°.
Poderíamos enumerar aqui outros avanços, porém, esses já são suficientes para percebermos o grande salto em termos de qualidade de imagem dos monitores atuais.
LCD x CRT
Começamos comparando as duas tecnologias de monitores existentes no mercado: o antigo CRT e o novo LCD.
Uma das diferenças básicas dos equipamentos de LCD com relação ao seu antecessor, o velho monitor de tubo de raios catódicos (CRT), que gerava luz através de emissão de elétrons que se chocavam contra uma camada de fósforo na tela, é que o LCD não gera luz, a sua matriz de pontos apenas controla a passagem de luz, funcionando como uma “persiana”. Dessa forma o LCD necessita de uma retroiluminação para que seus pixels fiquem iluminados, que é chamada de “backlight” (iluminação traseira).
Módulo de LCD
Quando mencionamos “módulo de LCD” nos referindo ao conjunto da matriz de pontos (display) mais a retroiluminação (backlight). Vamos definir aqui o que fazem esses dois conjuntos.