Pense no seu dia começando assim: você acorda para trabalhar e, no mesmo instante que o seu despertador toca, as luzes do seu quarto se acendem de forma suave para que seus olhos não estranhem a claridade e a máquina panificadora na cozinha começa a bater a massa e assar o pão do seu café da manhã que estará pronto assim que você sair do banho. Em seguida, você desce até sua garagem, destrava o carro com aquele botão do chaveiro, abre o portão com aquele controle remoto preso no quebra-sol e segue seu caminho até o trabalho. Mas, você já começa a trabalhar dentro do carro, pois aproveita a ligação bluetooth entre o seu celular e o sistema de som do veículo para marcar aquele almoço com um cliente importante.
Parece algo saído de um filme de ficção científica, mas a rotina descrita acima não pertence a nenhum personagem de algum livro do Isaac Asimov, é algo completamente normal na vida de um executivo graças ao conceito mais importante dos últimos tempos em termos de tecnologia: conectividade.
Todo o conceito de conectividade, que hoje reúne casas inteligentes como a mencionada no texto acima, surgiu com base na simples ideia de aproximar as pessoas. Mas, com o tempo, à medida que as formas de comunicação foram evoluindo, percebeu-se que esse conceito poderia trazer inúmeras outras facilidades, como por exemplo realizar tarefas a uma distância maior por meio de um aparelho controlado remotamente, ou mesmo eliminar os cabos para a transmissão de dados, fazendo com que os dispositivos se comuniquem por meio de ondas de rádio mas, sem perder a qualidade ou comprometer a segurança das informações transmitidas. Foi assim que surgiram as redes wireless, princípio no qual se baseiam quase todos os novos padrões de conectividade que já fazem, ou farão, parte do nosso cotidiano.
Inicialmente, além da comunicação móvel, o único outro exemplo de rede wireless popular eram variações da IEE802. II, padrão para conectar equipamentos de TI. E mesmo assim, as redes sem fio apenas se tornaram rápidas e confiáveis o suficiente para se equipararem às redes convencionais recentemente.
No entanto, as redes wireless apresentam um consumo de energia considerável para poder alimentar o emissor das ondas de rádio, o que as tornam impróprias para certas aplicações. Pensando nisso, novos padrões de comunicação foram criados para atender nescessidades distintas de uma determinada aplicação, ou mesmo necessidades dos produtos de um determinado fabricante.
Esses novos padrões, a maioria de curto alcance, utilizam como ponto de partida o princípio de rede wireless e muitos deles operam dentro de canais ISM (Industrial, Scientific, Medical), algo como frequência Industrial, Científica e Médica, uma vez que equipamentos que empregam essas bandas são livres de patente e toleram qualquer interferência produzida por outros dispositivos que usam esse canal, excluindo a definição de conectividade como unicamente as formas como nos comunicamos conosco ou com nossos aparelhos.