Embora possamos contar com bons barramentos para a aquisição de dados e medidas e até combiná-los numa mesma aplicação, obtendo o que se denomina de sistema híbrido, a escolha normalmente se faz em função dos padrões mais comuns que são o LXI, PXI, USB e GPIB, e será justamente deles vamos tratar neste artigo.
Para que eles possam ser escolhidos, será interessante também que nos concentremos nas características mais importantes para a aplicação, o que será determinado justamente pelo projetista.
É claro que o que daremos neste artigo é apenas o fundamental e que, nas aplicações mais críticas, o projetista deverá se aprofundar mais. No entanto, com base no fundamental já se pode ter uma visão geral das possibilidades que cada um tem de atender às suas necessidades.
LXI
LXI é o acrônimo de LAN eXtensions for Instrumentation, sendo um padrão baseado em Ethernet especialmente para comunicações em instrumentação. A ideia é dotar o padrão de uma tecnologia padronizada para assegurar a conveniência, interoperabilidade e ainda que seja fácil de usar.
No barramento LXI temos a definição de três classes de dispositivos (A, B e C), que determinam os dispositivos que podem ser contidos. Todos os três possuem uma interface Ethernet padrão, um servidor Web embutido com páginas padronizadas e um driver IVI de instrumentos. Os dispositivos da classe B possuem alguns recursos adicionais para disparo, mensagens e sincronização enquanto que os dispositivos da classe A possuem um barramento disparador LXI.
O barramento LXI aproveita as vantagens da rede Ethernet, que é bastante eficiente na transferência de grandes quantidades de informações além de ter um alcance maior. Nesse barramento o alcance chega aos 100 metros com uma velocidade de até 1 Mbits/s e o modo de operação é serial. Na figura 1 temos um exemplo de uso desse barramento em instrumentação.
