Quando se necessita de um sinal dente-de-serra normalmente emprega-se um oscilador de relaxação, onde um capacitor se carrega através de um resistor até ser atingida a tensão de disparo de um dispositivo ou configuração com características de resistência negativa.
No entanto, o que ocorre nesse caso é que a carga do capacitor através do dispositivo é exponencial e não linear, conforme mostra a figura 1, o que significa que o sinal gerado não é um verdadeiro dente-de-serra.

Nas aplicações críticas que envolvem instrumentação, aquisição de dados ou geração de sinais de precisão, essa forma de onda não pode ser aplicada. Requer-se de um sinal dente-de-serra linear, onde a subida da tensão deve ser feita linearmente.
O que ocorre no circuito comum dente-de-serra é que a corrente de carga no capacitor diminui à medida que a tensão sobre o capacitor aumenta. Para que a tensão suba linearmente à medida que o capacitor se carrega, a solução mais simples consiste em se agregar um circuito que permita obter uma corrente constante de carga no capacitor.