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01/04/2010 16:53:21

Otimizando um projeto

Após montarmos um aparelho exatamente como é indicado em um esquema, em uma publicação técnica ou como obtido após o nosso projeto, nem sempre ele funciona da maneira esperada. Mesmo com os ajustes, se existirem, podemos não alcançar o ponto ideal de funcionamento ou mesmo a condição mínima para que possamos usá-lo. Assim sendo transmissores têm pequeno alcance, receptores não captam bem as estações mais fracas, amplificadores “tocam” baixo ou com distorção, motores não alcançam a máxima velocidade, controles não atuam da forma esperada, sensores não têm a sensibilidade desejada, temporizadores não alcançam o tempo desejado, circuitos de áudio apresentam ruídos e assim por diante. O que fazer num caso desses? É o que veremos neste artigo

Newton C. Braga

Evidentemente, partimos da ideia de que o projeto se encon- tra correto e que deve existir algum problema relacionado com a montagem. Tudo isso só deve ser concluído depois de fazermos as verificações comuns (valores de componentes, soldas frias, ajustes, ganho de transistores, etc).
O que ocorre é que os componentes eletrônicos possuem tolerâncias e elas são levadas em conta num projeto de uma maneira, às vezes, muito geral. Um resistor tem tolerâncias de 5 a 20% tipicamente, enquanto que um capacitor pode chegar a 40%. Para os ganhos dos transistores as variações são ainda maiores.

Se, diferenças muito grandes de valores entre o que o autor do projeto usou e o montador empregou ocorrerem, diferenças sensíveis de funcionamento serão inevitáveis. Mesmo quando desenvolvemos um projeto, o valor ideal de um componente para uma função precisa ser experimentado.

Esse fato nos leva à necessidade de eventualmente fazermos a “otimização” de um projeto. A otimização consiste em se alterar experimentalmente valores de componentes de modo a se obter o melhor comportamento.

É claro que essa otimização não deve ser feita de maneira aleatória, mas sim com um conhecimento da técnica que é, justamente, o que vamos ensinar como fazer a partir de agora.

Otimizando

Para que o leitor tenha uma ideia do que acontece, vamos dar como exemplo o simples acendimento de dois LEDs num projeto, conforme mostra a figura 1.


Um cálculo simples mostra que nas aplicações comuns com 6 V para que um LED funcione normalmente, basta ligar em série um resistor de 470 ohms. No entanto, quando compramos LEDs num fornecedor comum, esses LEDs têm suas tolerâncias e com isso características diferentes.

Isso significa que, mesmo ligados no mesmo circuito, em série com resistores de mesmo valor, eles vão brilhar com intensidades diferentes! Esse fato pode prejudicar a aparência da montagem!

Para otimizar o projeto, o que fazemos então é reduzir um pouco o valor do resistor que está em série com o LED que brilha menos, ou se preferirmos, aumentar um pouco o valor do resistor com o LED que brilha mais.

Podemos experimentar valores próximos de 470 ohms como 390 ohms e 510 ohms, ou ainda ligar em série com o de maior brilho um resistor de menor valor, veja a figura 2.


Partindo dessa ideia, temos então as seguintes possibilidades:

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