Atualmente, existem no Brasil cinco salas de ensaios do tipo anecóica e semi-anecóica para realizar ensaios de envio e recebimento de sinais ou ruído em equipamentos eletroeletrônicos. Para alguns pesquisadores, o país precisa ter mais salas desses dois tipos para atender a demanda atual e as tendências de mercado, e como é o caso da comunicação via wireless. Para outros, entretanto, montar novas salas anecóicas ou semi-anecóicas seria o mesmo que criar ambientes ociosos. A revista Saber Eletrônica conversou com quase todos os pesquisadores que são responsáveis por essas salas no país para saber o que acontece, de fato, na rotina desses ambientes de ensaios.
As salas anecóicas ou semi-anecóicas, em geral, referem-se a um mesmo local, ou seja, existe um único ambiente que opera em dois modos distintos. Ambas são revestidas de cones nas paredes para absorção do sinal ou ruído emitido por um equipamento. A diferença é que quando a sala está no modo “semi-anecóica”, retira-se o piso de cones do chão mantendo-se o piso de metal. Assim, provoca-se a reflexão do sinal no chão para a obtenção de dados. O nome anecóica (do Aurélio: aquilo que não produz eco) deve-se à existência de centenas de cones instalados nas paredes, teto e chão da sala e que fazem a absorção de um sinal ou ruído emitido.
“Se aumentar o número de equipamentos de ensaio, precisaremos ter mais salas”, disse Victor Vellano Neto, responsável por testes de EMC (compatibilidade eletromagnética) do CPqD, instituto na cidade de Campinas (SP). Segundo ele, os técnicos do CPqD já trabalham em três turnos para cobrir a demanda de equipamentos para testes. O tempo médio atual de espera para ensaio de um equipamento é de duas semanas, mas Vellano salienta que essa espera é muito variável.