Numa época em que a indústria eletroeletrônica busca cada vez mais eficiência e miniaturização, a tecnologia de produção de chips dá importantes passos. Atentas, algumas empresas voltam-se para a tecnologia de 45 nanômetros que, segundo previsões, deve estar no mercado em 2007.
De acordo com Antonio Rotondaro, membro sênior do grupo técnico de Pesquisa em Tecnologia de Silício da Texas Instruments, a tecnologia de 65 nm – atualmente utilizada por grande parte das empresas do setor – deve começar, em breve, a ser substituída pela de 45 nm – cada vez mais aperfeiçoada. “Já produzimos com 65 nm desde dezembro de 2005, e desde então estamos autorizados a produzir chips para os celulares da Nokia, na fábrica de 12 polegadas”, diz.
Segundo Rotondaro, a Texas Instruments esteve entre as primeiras empresas a introduzir esta tecnologia em soluções wireless, como celulares. “Outras começaram a inserir suas tecnologias de 65 nm no mercado somente em 2006”, ressalta. Atualmente, a tecnolgia de 65nm é a que está presente nos chips mais novos e deve dominar por mais um ano.
Entre as principais diferenças dessas duas tecnologias está a redução das dimensões dos transistores e das linhas de metal. Com isso, o chip fica menor e dessa forma cabem mais chips numa mesma lâmina, o que barateia a produção. “É verdade que o custo por lâmina aumenta. Isso porque a tecnologia é mais nova e as máquinas também, mas como o número de chips aumenta muito mais, você consegue ganhar na redução do custo por chip”, detalha Rotondaro.
Com a redução do tamanho também há um aumento de velocidade de processamento do chip, uma melhora de desempenho, além da redução do consumo de potência, ou seja, tudo o que se espera no futuro dos chips. “Nos chips para celulares, principalmente, uma tendência é a de controle ativo do consumo de potência, isto é, o chip tem uma certa lógica que analisa quais partes dentro dele estão sendo utilizadas. O que não está sendo utilizado, ele desliga”, diz. “Ele faz o controle ativo de potência para reduzir o consumo de energia e aumentar a vida útil da bateria, por exemplo. Por isso, algumas baterias de celulares demoram mais para se descarregarem”.