Atualmente, o silício é o material semicondutor dominante na fabricação de células solares com uma porcentagem de aproximadamente 93% do mercado, mas isso pode mudar com essa descoberta.
Antes disso, o efeito MEG que foi estudado durante os últimos dois anos parecia ocorrer apenas nos nanocristais (denominados pontos quânticos) de materiais semicondutores que, hoje em dia, não são utilizados na fabricação de células solares. Esses materiais tinham ainda o agravante de serem agressivos ao meio ambiente como, por exemplo, o chumbo.
Com a nova descoberta, abrem-se as portas para uma aplicação do MEG em células solares de silício, que terão um rendimento maior, pois muito mais luz solar pode ser convertida em eletricidade por unidade de área. Células solares com rendimento muito mais elevado vão aproximar esse tipo de energia de outras fontes alternativas, dada sua redução de custo (mais energia por áreas menores).
Em um documento publicado em julho, uma equipe do NREL divulgou que nanocristais ou pontos quânticos obtidos da Inno- vating podem produzir mais de um elétron a partir de um único fóton da luz solar de comprimento de onda inferior a 420 nm.
Na verdade, o que acontece nas células solares atuais é que, quando elas absorvem um fóton da luz solar, cerca de 50% da energia incidente é perdida na forma de calor. Com o efeito MEG pode-se converter parte dessa energia perdida em mais eletricidade. Os pesquisadores do NREL responsáveis pela descoberta foram Matthew C. Beard, Kelly P. Knutsen, Joseph M. Luther, Qing Song, Wyatt Metzger, Randy J. Ellingson e Arthur J. Nozik.
Ela representa uma ampliação na gama de materiais semicondutores que apresentam o efeito MEG, e que consiste numa confirmação do trabalho pioneiro de Nozik que, em 1997, concluiu que pontos quânticos em materiais semicondutores deveriam manifestar uma multiplicação eficiente de elétrons e com isso aumentar a eficiência de células solares.