Os nanotubos de carbono estão abrindo uma enorme gama de aplicações em eletrônica, pelas suas propriedades (principalmente elétricas). Dessa forma, o professor John Rogers, professor de Ciência dos Materiais e Engenharia da Universidade de Illinois, anunciou recentemente a elaboração de rádios usando transistores de nanotubos, com a estrutura mostrada na figura 1.

Os nanotubos são estruturas de carbono que, montadas na forma indicada pela figura, possibilitam a construção de transistores de RF com as mesmas características dos transistores convencionais de silício ou outros materiais semicondutores. Esses transistores podem ser usados tanto com sinais analógicos quanto digitais de alta velocidade.
O Prof. John Rogers, em documento publicado pela National Academy of Sciences, descreve a construção completa de um rádio com nanotubos de carbono.
O importante, de acordo com ele, é que os transistores com nanotubos apresentam diversas propriedades elétricas que os tornam superiores aos transistores de silício. A elaboração de tais transistores só se tornou possível graças a uma nova técnica de crescimento desenvolvida por Rogers e seus colegas da Universidade de Illinois. Essa técnica possibilita o crescimento de conjuntos horizontais de dezenas ou centenas de nanotubos de carbono, os quais passam a funcionar como um semicondutor, no qual as cargas podem se mover independentemente dentro de cada nanotubo.
Esses conjuntos de nanotubos que formam os componentes semicondutores podem ser integrados em dispositivos eletrônicos utilizando-se as mesmas técnicas convencionais de fabricação de chips. Os rádios baseados nessa nova tecnologia podem ser do tipo heteródino, contendo uma antena ativa ressonante, dois amplificadores de RF e um amplificador de áudio, todos baseados em nanotubos. Os fones de ouvido podem ser ligados diretamente na saída de um transistor de nanotubo.
Nanotubos
Físicos e engenheiros da Universidade da Pennsylvania criaram nanotubos de carbono milhares de vezes mais finos que um fio de cabelo Esses tubos podem conduzir fluidos para dentro de células e mais, podem ser usados para medir correntes elétricas desenvolvidas em processos metabólicos dentro das próprias células. Seu tamanho reduzido, muito menores do que os tubos de vidro até então usados com a mesma finalidade, são menos intrusivos e por isso não causam os mesmos danos às células quando usados. Logo, esses nanotubos podem ser empregados para se injetar ou retirar fluidos das células sem afetar seu crescimento.
Os nanotubos têm dimensões desde algumas dezenas até algumas centenas de nanômetros e mesmo sendo menores que os tubos de vidro, eles ainda não apresentam a mesma flexibilidade. Eles são flexíveis, vergando quando pressionados contra as células, mas mesmo assim podem penetrar em células musculares, cencerígenas e também em neurônios. Além disso, os nanotubos podem ser usados para medir sinais elétricos gerados no interior da célula. Eles, inclusive, são transparentes aos raios X e aos microscópios eletrônicos, o que permite a sua utilização sem afetar as imagens das células estudadas.
Os nanotubos ainda são apenas um produto de laboratório, mas espera-se que no futuro possam ser utilizados em escala em aplicações médicas e de pesquisa.
*Artigo originalmente publicado na revista Saber Eletrônica - Ano 44 - Número 423- Abril de 2008