A diferença mais óbvia entre um osciloscópio e uma analisador lógico está no número de entradas. Enquanto um osciloscópio dgital apresenta entre uma e quatro entradas, um analisador lógico irá apresentar entre 34 e 136 entradas, ou canais. Cada canal irá representar um sinal lógico. Sistemas extremamente complexos necessitarão de muito mais canais.
Diferentemente de um osciloscópio, um analisador lógico não irá medir características analógicas de um sinal, como tensão, tempos de subida ou descida, transientes, oscilações, etc. Ele irá detectar os níveis lógicos apenas. Quando uma entrada estiver em um nível de tensão acima de um certo limite, o analisador irá entender como um estado “alto” ou “1”. Da mesma forma, quando a entrada estiver em um nível de tensão abaixo do limite, o estado será entendido como “baixo” ou “0”.
O display de um analisador em modo “timing” será similar ao diagrama de temporização encontrado em datasheets ou produzido por um simulador. Todos os sinais estão relacionados no tempo de forma que sejam visíveis larguras de pulsos, sinais espúrios, perda de dados, glitches (em alguns casos), etc.
Além do alto número de entradas, os analisadores lógicos apresentam opções mais sofisticadas de trigger, permitindo especificar as condições em que eles devem adquirir os dados, pontas de prova de alta densidade que permitam simplificar a conexão com o sistema a ser analisado e capacidade de análise que permita relacionar os dados coletados com instruções de processador e código fonte sendo executado.