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07/07/2008 14:32:51

Aumento no consumo de energia ameaça domínio da Intel em chips

Empresas emergentes apostam em projetos de chips da ARM

Da Redação

Um engenheiro da Qualcomm, na sede da empresa em San Diego, demonstrou recentemente uma placa de circuito que cabe na palma da mão e tem capacidade de executar vídeos de alta definição.  O microprocessador envolvido, o Snapdragon, aciona a tela com menos da metade do consumo de energia registrado por um chip recentemente lançado pela Intel. Os projetistas da empresa dizem também que o seu chip custará menos.

À medida em que o tamanho dos computadores pessoais é reduzido, eles entram em curso de colisão com os celulares multifuncionais. Os novos celulares inteligentes, dotados de conexão permanente com a Internet e que funcionam, em parte como celulares e em parte como computadores portáteis, alteram as regras do jogo da computação, porque a velocidade de processamento - o fator no qual a Intel sempre levou vantagem sobre a concorrência - deixa de ter importância dominante. Para um celular, dependente de uma bateria de pequeno porte, a eficiência com que um chip utiliza energia se torna mais importante.

A Qualcomm e a Nvidia utilizam uma tecnologia de projeto de chips que adquiriram sob licença da ARM, uma empresa britânica de porte relativamente modesto. A ARM vem exercendo grande impacto sobre o mundo da comunicação. Seus processadores têm preço substancialmente inferior aos mais poderosos chips X86 da Intel, e existem em número muito maior, já que representam o padrão no setor de telefonia móvel e os celulares superam os computadores pessoais por cinco contra um, em termos de vendas. "A batalha está sendo travada no território da  ARM, e não no da Intel", disse o diretor geral do grupo móvel da Nvidia, Michael Rayfield.



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