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Um engenheiro da Qualcomm, na sede da empresa em San Diego, demonstrou recentemente uma placa de circuito que cabe na palma da mão e tem capacidade de executar vídeos de alta definição. O microprocessador envolvido, o Snapdragon, aciona a tela com menos da metade do consumo de energia registrado por um chip recentemente lançado pela Intel. Os projetistas da empresa dizem também que o seu chip custará menos. À medida em que o tamanho dos computadores pessoais é reduzido, eles entram em curso de colisão com os celulares multifuncionais. Os novos celulares inteligentes, dotados de conexão permanente com a Internet e que funcionam, em parte como celulares e em parte como computadores portáteis, alteram as regras do jogo da computação, porque a velocidade de processamento - o fator no qual a Intel sempre levou vantagem sobre a concorrência - deixa de ter importância dominante. Para um celular, dependente de uma bateria de pequeno porte, a eficiência com que um chip utiliza energia se torna mais importante. A Qualcomm e a Nvidia utilizam uma tecnologia de projeto de chips que adquiriram sob licença da ARM, uma empresa britânica de porte relativamente modesto. A ARM vem exercendo grande impacto sobre o mundo da comunicação. Seus processadores têm preço substancialmente inferior aos mais poderosos chips X86 da Intel, e existem em número muito maior, já que representam o padrão no setor de telefonia móvel e os celulares superam os computadores pessoais por cinco contra um, em termos de vendas. "A batalha está sendo travada no território da ARM, e não no da Intel", disse o diretor geral do grupo móvel da Nvidia, Michael Rayfield. |