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O setor de eletroeletrônicos não gostou das medidas tomadas pelo governo para revisar as estatísticas de importações no País. Desde segunda-feira (26/01), o Departamento de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) analisa cada pedido antes de liberar a entrada de produtos importados no Brasil. Antes, o importador podia obter a licença automaticamente pela Internet. Segundo o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, a medida é uma revisão de estatísticas, já que havia, no fechamento do ano passado, “muita discrepância” entre os números dos Ministérios da Fazenda e do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior e da Receita Federal. Mas, para a Associação Brasileira da Indústria Eletroeletrônica (Abinee), medida agravará ainda mais a já crítica situação das empresas fabricantes de produtos eletroeletrônicos. O presidente da Abinee, Humberto Barbato, disse ao ministro que espera a revogação da nova regra. “O setor produtivo não pode pagar mais este preço por mais um descontrole do governo”, afirmou Barbato em nota enviada pela assessoria de imprensa da entidade. A medida do governo está valendo desde a última segunda-feira (26) e atinge 17 setores que representam 60% das importações. Entre eles, os de plástico, cobre, alumínio, ferro, trigo, autopeças, automóveis, material eletroeletrônico e material de transporte em geral. |